A ética está presente em todos os ramos da humanidade, ou pelo menos deveria estar.
Embora nem sempre haja convergência entre as práticas políticas e os princípios morais, é fato hoje que a sociedade em geral está cansada de tantas notícias envolvendo escândalos de corrupção e posturas não condizentes com nossos representantes políticos (tanto na esfera do poder executivo quanto do legislativo) e clama por uma sociedade mais justa, no mesmo sentido em que desde a antiguidade Platão e Aristóteles já destacavam o importante papel que a justiça deve desempenhar para a vida em sociedade.
Em um de seus pronunciamentos como candidato à presidência da República, Rui Barbosa afirmou: “Toda a política se há de inspirar na moral.
Toda a política há de emanar da Moral. Toda a política deve ter a Moral por norte, bússola e rota”.
Além disso, “a intensa crise política no país, impõe que faça algumas reflexões sobre o problema da ética na política”.
Tanto a ética quanto a política são temas de uma longa tradição do pensamento filosófico e continuam a permear nossa realidade contemporânea por uma razão muito simples: não há como pensar a vida em sociedade sem valores morais e sem organização política.
As relações da ética com a política se dão principalmente em três vertentes, quais sejam, as relações de conflito, as de convergência ou encontro e aquelas que se desdobram numa dialética de condicionamento ou de iluminação.
As éticas de hoje são em vários aspectos profundamente diferentes das antigas, e a forma de encarar a escravidão é provavelmente o exemplo mais conspícuo dessas diferenças que abrangem muitos outros aspectos relevantes.
Os antigos não conheciam, por exemplo, nenhuma ética da humanidade e um dos seus princípios de virtude era o de fazer o mal aos povos inimigos.
Os Dez Mandamentos é o resumo de toda moral ética na política do Reino de Deus.
Defendo a Confissão de Fé de Westminster (Fé Reformada) que declara: "A lei moral obriga para sempre a todos a prestar-lhe obediência, tanto as pessoas justificadas como as outras, e isto não somente quanto à matéria nela contida, mas também pelo respeito à autoridade de Deus, o Criador, que a deu.
Em ano eleitoral, devemos observar os nossos candidatos quanto seus conhecimentos sobre ética e moral. Portanto nosso voto vai além do voto secreto, ou seja, devemos votar com consciência.
Reverendo Francisco Braga é Teólogo Reformado, Capelão e Embaixador da Paz no Brasil