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Queda nas pesquisas faz Lula mudar discurso sobre ladrões de celula
Pressionado em razão da insegurança pública, presidente agora defende PEC para endurecer combate ao crime organizado
Por Leonardo França
Publicado em 20/03/2025 09:25
Politica
ressionado em razão da insegurança pública, presidente agora defende PEC para endurecer combate ao crime organizado


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mudou seu discurso sobre criminalidade em meio à queda nas pesquisas

Durante a inauguração do Hospital Universitário do Ceará, em Fortaleza, na quarta-feira, 19, o petista defendeu a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, apresentada pelo ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski.

"Nós vamos ter que enfrentar a violência, temos que enfrentar o crime organizado. E não é o Estado sozinho. É o Estado, o município e o governo federal. Porque a gente não vai permitir que os bandidos tomem conta do nosso país. A gente não vai permitir que a república de ladrões de celular comece a assustar as pessoas nas ruas desse país”, disse Lula.

"Por isso, estamos apresentando uma PEC da segurança para que a gente possa, junto com os governadores e com os prefeitos, a gente definitivamente, dizer que o estado é mais forte do que os bandidos, e o lugar de bandido não é na rua assaltando, assustando e matando pessoas”, completou.

A fala mostra que, diante da perda de popularidade e da crescente preocupação da população com a segurança pública, o petista alterou a retórica tradicional da esquerda, que associa crimes à condição social do criminoso.

O que dizia Lula sobre ladrões de celular?

Em 25 de agosto de 2017, em entrevista a uma rádio universitária de Pernambuco, Lula havia atribuído à pobreza os altos índices de criminalidade no Estado, alegando que quem perdeu tudo roubava celular “para ganhar um dinheirinho”.

"É uma coisa que está intimamente ligada. Ou seja, o cidadão teve acesso a um bem material, a uma casinha, a um emprego, e de repente o cara perde tudo. Então, vira uma indústria de roubar celular. Para que ele rouba celular? Para vender, para ganhar um dinheirinho. Eu penso que essa violência que está em Pernambuco é causada pela desesperança.”

Meses depois, em entrevista de 6 de dezembro de 2017 à rádio Continental AM, de Campos de Goytacazes, no Rio de Janeiro, Lula declarou:

“Um jovem que está trabalhando, que recebe um salário e pode comprar um celular bonito como este teu, ele não tem por que assaltar uma pessoa para roubar um celular.”

A conclusão inevitável, como apontou Felipe Moura Brasil na ocasião, é que um jovem desempregado, a julgar pelo raciocínio lulista, teria, sim, por que assaltar.

“As causas da criminalidade são variadas, claro, mas uma delas é a justificativa moral para o crime pela baixa renda ou por qualquer outra condição social do criminoso. Enquanto igrejas cristãs ensinam aos pobres que o crime é pecado independentemente de sua condição, intelectuais, artistas e políticos de esquerda disseminam no ambiente cultural o relativismo que arrefece o freio moral aos piores impulsos individuais. Na prática, Lula insulta os pobres que buscam vencer sem recorrer ao crime”, comentou FMB.

Fonte:O ANTAGONISTA

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