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Transtorno de Ansiedade Generalizada
Pode ter problemas de concentração e de sono
Por Psican. Francisco Braga
Publicado em 14/06/2026 10:39 • Atualizado 14/06/2026 10:42
Saúde Mental
Indivíduo em crise de TAG

O Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) é uma situação comum, caracterizada por preocupação excessiva e crônica sobre diferentes temas, associada à tensão aumentada.

 É o transtorno de ansiedade mais comum na atenção primária, estando entre os dez motivos gerais mais comuns de consulta.

Uma pessoa com transtorno de ansiedade generalizada normalmente se sente irritada e tem sintomas físicos, como inquietação, fadiga fácil e tensão muscular.

Para fazer um diagnóstico, os sintomas devem estar presentes por pelo menos seis meses e causar desconforto clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social, ocupacional ou em outras áreas importantes.

Um aspecto essencial é a preocupação constante concomitante aos sintomas somáticos e psíquicos.

Os receios mais frequentes são: medo de adoecer, de que algo negativo aconteça com seus familiares, de não conseguir cumprir com compromissos profissionais ou financeiros.

No curso do transtorno, é comum a preocupação mudar de foco.

É especialmente comum entre as donas de casa e, entre os homens, mais comum entre os solteiros/ separados e desempregados.

O reconhecimento de transtornos de ansiedade na atenção primária é pobre, e apenas uma minoria das pessoas com transtornos de ansiedade recebem algum tratamento.

 Quando a ansiedade coexiste com depressão é comum que os sintomas depressivos sejam reconhecidos sem a detecção do transtorno de ansiedade subjacente.

Apesar de considerável variabilidade entre os transtornos de ansiedade, eles costumam estar associados a incapacidades prolongadas, podendo ter um longo curso de remissões e recidivas.

Podem ser muito perturbadores para as pessoas afetadas, suas famílias, amigos e cuidadores.

Transtornos de ansiedade normalmente ocorrem associados entre si, ou com outros problemas como depressão e abuso de substâncias.

 

O tratamento deve ser oferecido logo que possível, na própria atenção primária, e pode ser feito com farmacoterapia, psicoterapia ou combinação de ambos.

* Francisco Braga é Psicanalista, Especialista em Neuropsicanálise, Neuroterapia com Hipnose Clínica, Especialista em Saúde Mental com Aprimoramento em CAPS/ SUS e Novos Direcionamentos em Saúde Mental, Transtorno de Ansiedade Generalizada, Neuropsicofarmacologia e CID, Pós-graduando em Saúde Mental (Emergências Psiquiátricas).

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