MENU
Conceituação de Ansiedade
A ansiedade é um sentimento natural que ajuda o corpo a se preparar para desafios e perigos do dia a dia
Por Psican. Francisco Braga
Publicado em 18/09/2026 13:56
Saúde Mental
Pessoas tendo crises de ansiedade

A origem da palavra ansiedade é derivada do alemão, cuja raiz angh, significa estreitamento ou constrição, aperto.

O radical Grego Anshein, significa: estrangular, sufocar, oprimir. No latim, seu sinônimo seria angustus, que expressa desconforto ou angor que significa falta de ar, opressão ou ainda angere significando constrição, sufocação, pânico.

Para os gregos o termo depressão recebia o nome de melancolia, cunhado por Hipócrates (400 a.C.), sendo utilizado para descrever uma síndrome ou variações negativas de humor.

Hipócrates, que deu início à busca de bases naturais para os transtornos mentais, ligou a melancolia ao acúmulo da denominada “bile negra” no organismo dos pacientes (de melános negro + cholé, bile).

A depressão, desde essa época, caracterizava-se por tristeza profunda, o afastamento da realidade externa, sentimentos de culpa e tendência ao suicídio.

 Pensava-se que era preciso expulsar do organismo o humor daninho, e para isto utilizavam-se purgativos.

No século XIX, o estabelecimento do humor como uma função mental, a valorização dos sentimentos e emoções reforçadas pelo romantismo, o fracasso do modelo anátomo-clínico, que é a busca de correspondência entre lesões cerebrais e sinais e sintomas mentais e o nascimento da Psicopatologia, deram origem ao ímpeto classificatório dos transtornos mentais.

 A segunda metade do século XX destacou-se quanto à prática psiquiátrica no que diz respeito ao diagnóstico e ao tratamento dos transtornos mentais.

 Este último recebeu uma ajuda fundamental, pois na década de 1950, houve a descoberta de duas classes de medicamentos antidepressivos.

A ansiedade é uma emoção cujos componentes são psicológicos e fisiológicos, fazendo parte do espectro normal das experiências humanas.

 É um sinal de alerta, permitindo ao indivíduo ficar atento a um perigo iminente e utilizar recursos necessários para lidar com esta ameaça.

 Ela permite ao indivíduo reunir os comportamentos eficientes para lidar da melhor maneira com uma determinada situação.

Em outras palavras é um sentimento útil, nem sempre é a vilã da história. Foi ela que preservou nossa espécie até os dias atuais. “Sem ansiedade estaríamos vulneráveis aos perigos e ao desconhecido, sendo algo que está presente no desenvolvimento normal, nas mudanças e nas experiências inéditas.”

Certos graus de ansiedade podem ser considerados benéficos, preparando o indivíduo adequadamente para tarefas cotidianas.

 No início do século XX, esse princípio foi proposto através da Lei de Yerkes-Dodson (1908), que diz o seguinte: existe um ponto ótimo de ansiedade necessário para a melhor execução de uma determinada atividade.

Em contrapartida, aumentar ansiedade além de um determinado grau provoca a redução de desempenho.

A Lei de Yerkes-Dodson sugere ainda que o ponto ótimo para a execução de uma determinada tarefa depende do seu grau de dificuldade.

Assim, tarefas mais fáceis necessitam níveis maiores de ansiedade em relação a tarefas mais difíceis.

 Todavia, níveis exageradamente elevados de ansiedade sempre prejudicam a execução de uma tarefa, seja ela fácil ou difícil, caracterizando-se assim o seu aspecto patológico.

Francisco Braga é Psicanalista, Especialista em Neuroterapia com Hipnose, Neuropsicanalista, Especialista em Saúde Mental com Aprimoramento em CAPS/SUS e Novos Direcionamentos em Saúde Mental, Psicopatologia e Psicofarmacologia e Emergências Psiquiátricas.

Membro Associado à Associação Brasileira de Saúde Mental - ABRASME

 

Comentários
Comentário enviado com sucesso!

Chat Online